Catarinense chega ao topo do Everest

O empresário e triatleta, André Freitas é o primeiro catarinense a chegar ao topo do Monte Everest, a montanha mais alta do mundo.

Com 49 anos, ele coloca Santa Catarina pela primeira vez no ponto mais alto da terra, onde alcançou o topo nessa última Segunda-feira (21/05), tornando-se o 22º brasileiro a completar este que está entre os maiores desafios do esporte.

A conquista é confirmada pelos portais Extremos e Mountain Guides, que acompanham anualmente todas as expedições até o alto do Everest.
Em 2014, André Freitas tentou realizar o feito pela primeira vez. Porém, quando esteva prestes a começar a escalada uma avalanche histórica matou 16 pessoas, impossibilitando todas as acensões daquela temporada, devido ao fechamento da montanha pelo governo local, o obrigando a adiar o sonho.

É preciso de coragem para encarar os riscos, que não são poucos. É uma morte a cada 25 pessoas ou seja, 4% dos alpinistas perdem a vida, principalmente após ultrapassarem o acampamento 4. A partir dos 8 mil metros de altitude, a área é conhecida como zona da morte. Alguns, inclusive, jamais retornam. Na montanha existem 28 corpos, já que um resgate gira em torno de R$ 400 mil.

Freitas iniciou a expedição em 28 de março, com a chegada a Katmandu, no Nepal.
Desde então, subiu a montanha aos poucos, em períodos de aclimatação. A expectativa é que a chegada ao topo fosse há uma semana, no dia 14 de maio, quando completou 49 anos. No entanto, as condições adversas o obrigaram a adiar o objetivo em uma semana.

André colocou-se entre os 10 aventureiros que alcançaram o cume do Everest, sempre acompanhados pelos xerpas, como são conhecidos os guias locais. Neste ano, conforme o site Extremos, sete brasileiros chegaram ao topo da montanha, um recorde em quantidade de alpinistas do País.

– No cume você fica no máximo 15 minutos. A partir do último 1km de subida é a zona da morte. O corpo começa a se degradar e não é possível ficar muito tempo. A gente leva tanques de oxigênio. Se der algum problema, ninguém consegue te puxar. Fica ali e pronto. Morreram 300 pessoas até hoje e tem 28 corpos lá na montanha, sendo que alguns deles você enxerga no trajeto. – revela o aventureiro.

André reconhece que o chamavam de louco por voltar ao Himalaia, depois de estar bem próximo da avalanche em 2014. Apesar de entender que pode não voltar com vida, ele é otimista:

– Ninguém te apoia, mas o pessoal aceita. Eu não apoiaria um filho meu em uma missão dessas. Não existe preparação com a família. Dizem que eu sou louco. Fui dar tchau aos meus amigos de São Paulo, e eles falaram pra eu não ir ao Everest. Ninguém sabe o que vai acontecer. Eu deixei testamento e fiz procuração para minhas irmãs tocarem a empresa. Ninguém quer o pior, mas não dá para prever.

Próximo desafio já está definido: 

Depois de subir o Everest, o empresário catarinense definiu qual será o próximo desafio: dar a volta ao mundo de helicóptero.

– Queria fazer o mesmo que o Amyr Klink fez, que é cruzar o Atlântico em 100 dias em um barco a remo, mas odeio o mar. Sou piloto de helicóptero, gosto de aventura. Primeiro quero o Everest e depois vou partir para outra. O que me guia são os desafios. Meu sonho também é completar 10 provas de Ironman – revela.

Curta e Compartilhe!
0