Guarda do Embaú eleita reserva mundial do surf

A praia da Guarda do Embaú, distante a menos de 50 km de Florianópolis ganhou um destaque a mais para acompanhar tantos adjetivos. A “Guardinha”, foi eleita Reserva Mundial do Surf. Com o título, a praia localizada na cidade de Palhoça receberá ainda mais notoriedade, inclusive diante da comunidade internacional.

Foram três anos de campanha, até que a praia, que é um reduto paradisíaco, se tornasse a primeira brasileira a receber esse título, que agora a coloca ao lado de outras oito ao redor do mundo, em um seleto hall.

— Dentre os critérios para escolha estão a qualidade das ondas, o meio ambiente ao redor, onde nós temos um ecossistema muito rico, com rio, mar, costões e praia. Outro critério é a valorização da cultura e história do surfe, que tornaram a Guarda do Embaú conhecida no Brasil desde os anos 70, quando os surfistas profissionais vieram aqui para treinar. E o último quesito é o apoio da comunidade. Nós temos apoio do governo do Estado, Assembléia, Câmara e Prefeitura de Palhoça, a Bandeira Azul Nacional, UFSC. – destaca o empresário Marcos Gungel, o Kito.

A Guarda do Embaú fica escrutada em um costão que avança mar a dentro e tem a faixa de areia recortada pelo Rio da Madre. Essa formação geográfica produz ondas excelentes que atraem surfistas do mundo inteiro. Desde 2013, ela é a única brasileira que concorria ao título dado pela Save The Waves Coalition. A entidade internacional é formada por cientistas, jornalistas, empresários e instituições ambientais e concede um título por ano; a Guarda foi a nona praia.

– Este ano, recebemos uma documentação de qualidade extraordinária da Guarda do Embaú. Estava claro que se tratava de uma comunidade com um profundo compromisso com seu legado de surfe, uma forte conexão com seu ambiente e a capacidade de utilizar a nomeação de Reserva Mundial de Surfe para a proteção a longo prazo de seus recursos costeiros — disse Nik Strong-Cvetich, diretor executivo da Save The Waves Coalition, entidade norte-americana que concede o título.

A empresária e membro do Conselho Municipal de Turismo de Palhoça, Telma Vieira Correia cito como o principal problema em infraestrutura da praia a falta de saneamento básico. “Temos uma das praias mais bonitas do Brasil e precisamos fazer algo para preservá-la. O saneamento é uma bandeira que carregamos há muito tempo e o problema é que ninguém cumpre a lei”.

O título de Reserva Mundial do Surfe é muito importante é serve mais uma vez para despertar a consciência de preservação dos nossos políticos. O investimento em saneamento não dá mais para esperar”, completa.

Um dos grandes nomes envolvido com a campanha em busca deste título era o surfista Ricardo dos Santos, o Ricardinho. Ele levava a bandeira da candidatura pelos campeonatos que disputava ao redor do mundo. Com a morte dele, outros surfistas da aldeia passaram a cumprir esse papel. Entre eles, está a jovem promessa do esporte Tainá Hinckel, de 13 anos.

Até agora, A Save the Waves já deu o título a oito Reservas Mundiais de Surfe no planeta: Santa Cruz e Malibu (USA), Bahia de Todos os Santos (México), Ericeira (Portugal), Huanchaco (Peru), Manly Beach e Gold Coast (Austrália) e Punta Lobos (Chile).

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