Oktoberfest 2015

A Oktoberfest 2015 acabou, chegou ao fim a 32ª edição da maior festa alemã das Américas, mas a alegria permanecerá na mente de todos e a expectativa por 2016 já entra em uma longa contagem regressiva!

Realizada este ano de 05 a 25 de Outubro a festa reuniu 473.196 mil visitantes, que consumiram 599.622 litros dos mais diversos chopes e provaram a vasta e saborosa gastronomia típica, assim como lanches de todo o tipo.
Além de um aumento no público de 3% em relação ao ano anterior, a Oktoberfest ganhou um novo jardim, totalmente construído pensado no bem estar do visitante.
O Biergarten era uma obra necessária para o conforto e expansão da festa e foi realizada pela Brasil Kirin, detentora da cervejaria local Eisenbahn, que foi a marca oficial da festa, juntamente com a Schin.
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A festa é verdade tem tornado-se mais cara a cada ano, mas talvez este também seja um diferencial dela.
Por anos, chegou-se a reunir aproximadamente 1 milhão de pessoas, pra alegria da rede hoteleira, restaurantes e comércio em geral, da cidade e da região. Porém quantidade não necessariamente representa qualidade e a organização percebeu isso. Também com novas regras na legislação surgiu o limite de capacidade para festas e eventos, assim limitando o número de participantes em pouco mais de 40 mil pessoas dentro da festa por noite.

Hoje, a Oktoberfest deixou de ser simplesmente uma “festa do chopp”, onde vinha-se de todos os lugares do Brasil para beber e beber mais. Hoje reúne famílias, os grupos de tradição tem mais exposição, as bandas são escolhidas com mais critérios, assim como os trajes típicos (que mais do que simplesmente conferir meia entrada, devem resgatar as origens). A festa continua jovem, se atualizou, ficou moderna, mas também pode-se dizer que andou para trás, ao encontro de suas raízes culturais que estavam ficando esquecidas.

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Para quem não sabe, resumidamente, a festa surgiu como uma celebração de bodas de casamento, por isso, ao invés de muita gente alcoolizada por todos os lados, perturbando e deturbando, nada mais condizente do que a festa tornar-se uma ambiente agradável, possibilitando acesso de famílias, crianças, idosos, pessoas com necessidades especiais, coisas que eram praticamente impossíveis no passado, pelo excesso de público principalmente.

Não que a Oktober tenha ficado careta, de forma alguma, ficou organizada, ainda sendo palco de muita diversão e bagunça, mas de forma saudável. Os excessos existem sempre, até em batizados (!), mas é nítido que a segurança hoje em dia é reduzida, que o público que frequenta tem uma outra mentalidade e educação, isso possibilita uma integração extremamente agradável.

Comemos e bebemos bem, conseguimos andar com tranquilidade, ver famílias com cadeirantes e carrinhos de bebês circularem com facilidade. Apesar das semanas seguidas de chuva conseguimos estar presentes em dois dos desfiles que acontecem sempre na Rua XV de Novembro, antiga Wurststraße (Estrada da Linguiça).
Vivenciamos a festa mais do que nunca, realmente apenas lamentando pelo mau tempo que persistiu e deixou toda a região tensa com o risco de enchente eminente, que felizmente não se concretizou.

Vimos americanos, canadenses, argentinos, alemães e brasileiros de vários estados, em sua maioria satisfeitos com a festa, com a limpeza, que pelas suas próprias palavras em nada se incomodaram com o mau tempo e que certamente voltarão. Blumenau está construindo hoje a Oktoberfest do futuro. A limpeza da festa realmente chama a atenção, assim como o zelo pela rua central onde ocorre o desfile. A maioria das cidades catarinenses já tem suas ruas muito mais limpas em relação a outras cidades do país, mas é incrível a agilidade que a prefeitura organiza suas frentes de limpeza, tornando inimaginável 1, 2 horas após o desfile acreditar que milhares de pessoas estavam naquele local comendo e bebendo. Isso também é reflexo de pessoas mais evoluídas cultural e educacionalmente.

As noites praticamente de praxe iniciavam com apresentações de grupos folclóricos, que davam lugar para bandas tipicas e em um pavilhão sempre havia alguma banda que embalava a noite com pop, rock e flashbacks, assim todo mundo saía satisfeito da festa. O 1º final de semana, que coincidiu com o feriado, foi de lotação máxima e a chuva não espantou o povo antes das 5 da manhã.

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As crianças este ano novamente tiveram seu lugar garantido na Oktoberfest, no ginásio ao lado dos pavilhões, que podia ser acessado através de uma passarela sobre a rua lateral.
Reservados da agitação da festa, os pais se juntavam a outros pais e acompanham a diversão dos pequenos em brinquedos infláveis, brincadeiras e jogos, todos com monitores.

Se a festa possui só pontos positivos e inquestionável qualidade? Não, obviamente sempre haverá quem discorde, quem tenha alguma experiência negativa, algo que poderá ser repensado ou refeito para a próxima edição.

Na opinião do Guia SC Turismo a festa merece uma concierge. Pelo valor que cobra por seus produtos e serviços, pelo nível de público que frequenta a festa, com toda certeza seria absorvido; estabelecimentos e eventos muito menores disponibilizam e as pessoas pagam por comodidade com muito prazer.

A festa, que depois de seus tempo grandiosos e tumultuados, hoje em dia busca seu fortalecimento como imagem de evento para todo tipo de público, mas focado principalmente nas famílias.
Porém para uma festa que deseja receber famílias, é inadmissível não possuir um banheiro familiar.
Pais, padrinhos, avôs que estiverem com suas crianças precisam enfrentar inapropriados banheiros masculinos ou causar tumulto e desconforto acessando banheiros femininos, que segundo informações é o único local onde existem trocadores. Nem mesmo a nova estrutura construída abriga uma banheiro familiar, fato lamentável, porém que pode ser ( e espera-se logo) facilmente corrigido, afinal o espaço é palco de diversos outros eventos no decorrer do ano.

As filas existem, são fato. Em determinados dias acessar o banheiro, comprar tickets ou buscar comida pode levar um certo tempo. Mas não é algo que se considere um ponto negativo, quem vai a uma festa desse porte precisa aceitar isso ou procurar dias mais tranquilos para visitar.

Gostamos muito das atualizações realizadas nesta edição. Gostamos do atendimento, da limpeza, da organização e do tipo de público. Achamos que a festa poderá no futuro conferir pequenos “upgrades” além do tradicional camarote, que nada mais é do que uma sala privê.
Os turistas, de outras cidades, estados e países gostaram do que viram, porém é preciso renovar a cada ano, uma tarefa difícil e grandiosa, mas que caso não ocorra perderá o público mais fiel, os locais, que em sua maioria já não vêem novidades, já não se comovem mais com a festa. Mais do que gerar lucro para pessoas e empresas a Oktoberfest precisa resgatar valores, fortalecer vínculos e unir as pessoas em prol de uma celebração, que na Alemanha surgiu como um casamento e aqui em Santa Catarina surgiu como o renascimento após uma tragédia.

 

 

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