Opinião: Acabou mais uma Oktoberfest

Uma opinião franca e objetiva sobre a 35ª Oktoberfest de Blumenau/SC, que como já dito, aqui e por ai, gera um misto de amor e ódio.

A “bela” verdade, é que não deixa de ser uma festa tipicamente provinciana. Claro, que com o passar do tempo, jeitinho brasileiro (ou de “Alemanha sem passaporte”) e para mera renovação de público, acrescentou-se umas músicas ruins (e repetitivas), além de algumas comidas de rua, tudo com seu valor majorado. Mas apesar dos pesares, mesmo diminuindo a quantidade de gente caída e mijando pelas ruas da cidade, quem realmente é a cara da festa tem em seu sangue ébrio a ilusão de uma casta nobre e no peito urros de um guerreiro fanfarão.

Hoje pode levar o status de Festa Familiar. Graças a limitação de capacidade, ao custo e talvez até mesmo pelas atrações, a cada ano mais o evento caminha na direção de um evento pleno. A cada nova edição deixa mais de ser uma festa e caminha à uma celebração.

As melhores músicas e apresentações, remontam a uma germanicidade secular, com batida nítida de marcha militar, que ainda arrepia lembrando a velha Alemanha. Fique defronte os Velhos Camaradas!

A Oktober é uma festa linda, para o turista, quase perfeita: Decoração típica, chopes diversos, comida, carnaval de rua 2x por semana, departamento de trânsito organizado #ELENAO, eclética, enfim, a maioria dos visitantes retorna ou recomenda a festa.

Mas pra quem trabalha ano a ano…o zic zac só sai da cabeça quando chega o ho ho ho!

É impossível falar da maior festa do chope das Américas e não reconhecer que é muito bem elaborada e gerida. Mas, acima da boa organização, trata-se uma festa feita pelo turista que sai de todo canto pra visitar Blumenau, pelo blumenauense que procura ser o melhor exemplo possível de bom cidadão (ah se fossem o ano todo assim) e também pela imprensa.

Para estes últimos, o trabalho é incansável, o resultado é lindo, a festa e a cidade correm o mundo, mas verdade seja dita, o povo se mata pra/por isso! A cada ano a confusão fica maior defronte o palco nas cerimônias.

A Vila Germânica não liga. Os editores chefes não ligam. Porque bastariam alguns poucos veículos de comunicação reclamarem pra que a organizadora do evento tomasse as rédeas do espaço que é de sua responsabilidade e administração.

Mas uma hora o povo vai sair no braço, pelo direito ao trabalho e ninguém vai segurar o estouro da boiada!

A dica para a associação de jornalistas é rifar um bambu de 3 metros de altura, já que sempre ocorre a disputa do maior tripé/monopé.
Como em todo lugar, tem quem trabalha e quem diz que trabalha, mas só atrapalha! (prece para a Planetapéia passar por cima dos pseudos!)

Mas mesmo na loucura, na confusão, mesmo quando se questiona a lei de que 2 corpos não podem ocupar o mesmo espaço, mesmo assim, o evento é uma paixão unanime entre os que dedicam-se por semanas, dia e noite.

A limpeza corre pra zelar por cado espaço, as cozinhas literalmente fervem com os trabalhadores produzindo toneladas de alimentos pra alimentar quem tem fome de festa. Segurança atenta, tecnologia, cultura, história, chope… no fim tudo está misturado e sendo erguido no mesmo brinde!

Apaga-se a luz, acaba a música e todos vão para seus destinos com o pesar de ter perdido algo.
Acaba e a gente começa inerentemente uma contagem regressiva para o próximo ano.

Parabéns para quem fez mais um ano acontecer. Parabéns para quem registrou para a eternidade mais um ano dessa historia linda chamada Oktoberfest de Blumenau!

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