Quem nasceu para ser Oktoberfest nunca vai ser Natal Luz

Junto com o fim do Natal, termina também mais um Magia de Natal, evento que celebra a data em Blumenau, a Capital Brasileira da Cerveja.

A cidade, que é um destaque catarinense na realização de eventos, com inúmeros festivais, inclusive a maior festa do chope das Américas que é a Oktoberfest, cada vez mais mergulha no espirito natalino e busca se consolidar produzindo algo especial para o final do ano.

Assim como em diversas outras cidades do estado, não é difícil encontrar quem viva intensamente a data, decorando e tentando espalhar a todos os ares de Dezembro e a própria Prefeitura Municipal, juntamente com a Vila Germânica, vem a cada ano buscando realizar uma celebração maior.

Realmente não pode-se desqualificar o empenho de pessoas e instituições, que trabalham por meses para reunir uma vez mais ao ano locais e (poucos) turistas no palco dos eventos cervejeiros.

Mas por mais esforço que exista, a verdade é que falta alma, não existe espírito natalino, muito menos estrutura como grande e real atrativo.
Os desfiles natalinos, são algo como um carnaval com temática jingle bells, onde estão inseridos elementos que por mais ligados que estejam ao mundo dos contos de fadas e do imaginário, não possui nexo com a data.

Por mais que impere um conceito de cidade grande, seja em moradores, comércios e afins, a realidade é que não passa de uma parada natalina de interior, como festa de sitio!

O desagrado começa com a falta de lógica que insiste-se em aplicar aos eventos de natal: Máquina de espuma (que neste 2017 pegou fogo) para representar neve, Papai Noel morrendo debaixo da barba e da roupa pesada, caricaturas mais duras do que muita gente que desfila de traje típico em Outubro.
Por fim, o resultado se vê no público e em quem desfila: Falta ânimo e alegria estampada na face.

Observa-se mais pessoas da organização desfilando do que participantes caracterizados. Para exemplo, um carro alegórico com 2 pessoas é empurrado a trancos e barrancos por outras 4 pessoas. Algumas luzes de led na cabeça, sorrisos amarelo, cada integrante com sua coreografia própria e segue o desfile.

A falta de iluminação da Rua Alberto Stein, as atrações fracas e a falta de empolgação dos participantes, com toda certeza são alguns motivos do baixo público que se abala para prestigiar cada noite de desfile.

O evento Magia de Natal precisa de mais cor, de vida, de alegria transbordando, assim como nos desfiles da Oktoberfest, que reúnem milhares de pessoas e mesmo repetitivos são sucesso!
Chega a ser tão simplório, que por vezes torna-se inacreditável que seja organizado (em grande parte) pelas mesmas cabeças que a cada Outubro desenvolvem mais uma apresentação na Rua XV.

Crianças e adultos ficariam maravilhados em ver um mundo de cores, o brilho do natal e claro, não seria pedir demais algo com identidade blumenauense.
Queremos ver a narrativa da história do menino Jesus, os contos natalinos encenados diante dos olhos, a gastronomia do fim de ano e isso é o mínimo, temos todas essas experiências em Outubro, não conseguimos mais conviver com menos, até porque o Natal pede sempre mais brilho.

Queremos ser realmente tocados pela Magia do Natal, sentir a data e vivenciar o momento de forma luminosa. Enquanto convivemos com a frustração, fica o desejo desse Natal!

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