Trilha no Morro do Baú

A muito tempo que percorríamos a BR-470 e as cidades vizinhas observando ao longe o Morro do Baú, que está localizado na cidade de Ilhota, uma das elevações mais bonitas e notórias da região.
Cansados de mirar de baixo, decidimos ir descobrir como seria apreciar a vista de cima e era como imaginávamos!

A montanha tem apenas 819 metros de altitude, não exige muito condicionamento, nem várias horas de caminhada, porém desde a grande enchente catarinense de 2008 ficou muito conhecida, levando-se em consideração que a região próxima a base foi umas das mais devastadas de Santa Catarina, exibindo internacionalmente cenas de drama e horror.

Após aqueles fatos, o Parque Botânico Morro do Baú, que é propriedade do Herbário Rodrigues, uma ONG focada em estudos científicos e filantrópicos, a estrutura ficou abandona, as trilhas sem manutenção e as chuvas anuais reforçam as cicatrizes na terra, algumas visíveis até hoje.
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A partir do momento que deixa-se a BR-470 entrando na localidade do Baú não há sinalização, por isso siga sempre pela estrada geral e não tenha vergonha de pedir informação aos locais!
Chegando-se no que era a sede do parque, pode-se deixar o carro/moto por ali mesmo e seguir a trilha que já se inicia, não valendo a pena perder tempo por ali pra observar a estrutura depredada do que sobrou.

A trilha começa muito fácil, ampla e bem demarcada, seguindo assim até os metros finais. Porém não iluda-se com a primeira impressão, nem subestime a montanha.
Para percorrer os 3,29 KM de subida, você irá suar a camisa, botar o pé na lama, se agarrar em raízes, árvores e pedras, pra no fim ter uma vista que vai do Vale do Itajaí até o litoral!
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O último trecho da trilha exige atenção, já que a sinalização é rara e em alguns momentos é necessário “escalaminhar”, agarrando-se no que houver pra facilitar a subida.
Depois de superar o desafio é só caminhar os últimos metros, ao encontro da tão almejada vista:
O horizonte até onde alcançam os olhos, tendo a vista do mar e de cidades como Itajaí, Navegantes, Penha, Barra Velha, Blumenau e Luís Alves.
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Infelizmente pelo abandono do lugar não é mais aconselhado acampar na área (realmente lamentável perder um nascer do sol do topo). Além das recomendações básicas como calçado fechado, preservar o local e não sair da trilha, dica que nesse lugar é imprescindível, não esqueça de um lanche, nem de avisar a outras pessoas que irá realizar a subida, informando a previsão de tempo máximo para a atividade.
Recomenda-se ao menos 1,5L de água, já que beber direto da nascente e da cachoeira não é muito confiável.
Não é raro o caso de quem já se perdeu buscando alcançar o topo, por isso atitudes simples podem ser muito úteis.
Foram necessárias 2:50hs para subir e 1:10 para descer, desse modo saia do topo com tempo suficiente de chegar na entrada da trilha antes que se encerre a luz do dia.

Obs.: Altitude e distância apresentadas no texto foram auferidas através de GPS, apesar de diferirem das duas placas existentes na trilha.

Faça a Trilha do Morro do Baú, acesse AQUI.

 Faça a Trilha do Morro do Baú, acesse AQUI.

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